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No final do século XVIII ocorre na Inglaterra a "Revolução Industrial", fato que marca o começo dos tempos modernos. Sua importância para a Cartografia é grande, uma vez que, com a geração de riquezas, foi possível um maior investimento na produção de cartas e instrumentos, que melhoraram a precisão dos trabalhos. Já na segunda metade do séc. XVIII a Grã-Bretanha despontava como um grande centro de atividades cartográficas, ocupando o lugar que antes pertencia à Antuérpia.

Como exemplos de grandes nomes desta época pode-se citar: John Hadley (1682-1744), responsável pela construção do primeiro telescópio refletor usado em astronomia; John Harrison (1693-1776), relojoeiro que inventou um cronômetro marinho, fundamental para a solução do problema das longitudes e Jesse Ramsden (1735-1800), que desenvolveu o sextante e o teodolito.

Observatório de Greenwich, em Londres

Observatório de Greenwich, em Londres

Um grande desafio que se colocava aos cientistas modernos era o cálculo das longitudes, fundamental para por fim aos incidentes ocorridos com embarcações. Embora já se aceitasse a idéia de que a Terra não era uma esfera perfeita, ainda não se tinha como determinar com precisão sua forma e tamanho.

A fim de solucionar este problema, os reis da França e Inglaterra investiram muitos recursos e incentivaram as pesquisas desenvolvidas nos grandes centros de estudos da época, como a "Académie Royale des Sciences" (1666) e a "Royal Society of London" (1662), que se apoiavam, respectivamente, nos trabalhos realizados no "Observatoire Royal de Paris" (1667), sob o comando de Giovanni Cassini (1625-1712) e no "Royal Observatory at Greenwich" (1676), coordenado por John Flamsteed (1646-1719).


Planiglobium Terrestre - Weigel, 1730
Tradução: Planisfério Global Exemplo da produção cartográfica do século XVIII

Planisfério Global

Com o intuito de verificar se a Terra era mesmo achatada nos Pólos, como previra Isaac Newton (1643-1727), foram organizadas pelos franceses duas importantes expedições geodésicas. A primeira, iniciada em 1735, em Quito, buscava medir um arco de meridiano em um ponto mais central na esfera terrestre. Enquanto a segunda, realizada em 1736, no Golfo de Bótnia, no Ártico, buscava efetuar medições na região polar. O objetivo era comparar os resultados obtidos para se chegar a uma definição sobre a forma da Terra.

Os ingleses, que também efetuavam várias medições, chegaram a valores divergentes daqueles obtidos pelos franceses. Para por fim a essas diferenças, foi realizado um novo levantamento trigonométrico, entre Londres (Observatório de Greenwich) e Dover (cidade portuária localizada a sudeste de Londres), alcançando-se finalmente um consenso.

Planisfério Global

Atualmente, a Cartografia pode contar com valiosos recursos como, aerofotos, imagens orbitais, sistemas de posicionamento por satélites, programas e computadores, que além de facilitar as atividades cartográficas, também possibilitam a rápida disponibilização das informações coletadas, assim como a sua mais eficiente atualização.







Imagem extraída de uma Ortofoto da cidade do Rio de Janeiro, em destaque a ponte Lúcio Costa na Barra da Tijuca.


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