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A partir de 1413, com o início das grandes viagens marítimas, a Cartografia ressurge como meio de garantir a segurança dos viajantes e de representação das novas descobertas. Foi muito importante nessa época a "Escola de Sagres", em Portugal, onde eram treinados os pilotos e cosmógrafos.

Os navegantes costumavam carregar consigo anotações, onde eram registrados os rumos (direções) e as distâncias entre os portos visitados. Também eram feitos desenhos, cujo objetivo provável era facilitar a navegação, sem preocupação com sistemas de projeções. Essas anotações receberam o nome de Portulanos ou Cartas Portulanos e buscavam representar a costa dos continentes e, em especial, o mar Mediterrâneo.

Carta-Portulano do Mediterrâneo
Joan Oliva, 1610

Pode-se observar o desenho do continente europeu, destacando-se a península Ibérica e a Itália.

Carta-Portulano do Mediterrâneo

Durante muitos séculos, os mapas foram um privilégio da elite. Apenas reis, nobres, alto clero, grandes navegadores e armadores de expedições marítimas, tinham acesso a esse tipo de informação. Somente a partir da invenção da imprensa, na segunda metade do século XV, os mapas puderam ser mais amplamente utilizados.

Em 1570 surgia o primeiro grande Atlas mundial, confeccionado por Ortelius (1527-1598), o "Theatrum Orbis Terrarum", originalmente escrito em latim, teve várias edições e mais de 7000 (sete mil) cópias impressas em diferentes idiomas. Tratava-se de um conjunto precioso de mapas, produzidos pelos mais importantes cartógrafos da época, incluindo Mercator, que em 1569 produziu o primeiro mapa-mundo com projeção cilíndrica.

América ou Novo Mundo

Foi Mercator (1512-1594) quem primeiro utilizou a palavra Atlas para nomear uma coleção de mapas. Mas sua maior contribuição foi o sistema de projeção, que recebeu seu nome e até hoje é largamente empregado. A "Projeção Cilíndrica de Mercator" surgiu com o objetivo de facilitar a navegação, oferecendo uma representação do mundo, onde uma linha reta na carta correspondesse a uma reta de igual rumo no oceano. Tratava-se, portanto, de uma carta orientada.


"Americae Sive Novi Orbis" - Ortelius, 1595
Tradução: América ou Novo Mundo. Este mapa apareceu em todas as edições do Theatrum Orbis Terrarum e revela a influência do mapa de Mercator de 1569

Modelo Completo da Terra

Embora tenha alcançado seu objetivo inicial, a Projeção de Mercator gerou uma grande distorção nas distâncias, sobretudo na região dos Pólos, mostrando as massas continentais nessas latitudes muito dilatadas.



"Typus Orbis Terrarum" - Ortelius, 1571
Tradução: Modelo Completo da Terra. Neste mapa pode-se observar a grande distorção nos territórios localizados próximos aos pólos (altas latitudes)

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